quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

"Eu"

Constantemente me pego passeando entre pensamentos sobre meu "Eu", sobre minhas atitudes, minhas escolhas, minha forma de ver o mundo e as pessoas que me cercam. Outras vezes, quando discorro sobre o passado, noto o quão diferente era minha postura perante as mesmas situações que eventualmente aconteçam hoje, o quanto diferem alguns de meus pensamentos e reações aos estímulos, sejam eles positivos ou negativos, perante essas (e outras) coisas, me questionei: "Sou a mesma pessoa que costumava ser?", "As pessoas podem de fato 'mudar'?",  "Se as pessoas realmente 'mudam', o que teria poder suficiente para fazê-lo?" dentre outras coisas~

Honestamente, acreditei por um momento que toda essa minha "introspecção" era, muitas vezes, excesso de tempo livre (lê-se falta do que fazer), apesar de saber que esse tipo de situação, naturalmente, sempre fez parte da minha essência. Mesmo que fosse apenas uma expedição as cegas para dentro de mim, de acordo com o que eu acredito, nada relacionado ao conhecimento é desperdício, principalmente, sendo a respeito do mais íntimo lugar das pessoas, a mente, sobretudo, se a pessoa for você.

Como um dos meus autores favoritos costuma dizer, "A vida é cíclica", assim como já escrevi a respeito, somos mais compostos de estados que de características ou situações permanentes. Mediante isso, penso que seria natural que a cada "ciclo" você tenha "características diferentes" para lidar da melhor forma possível com o estado em que se encontra. (eu ia dar um exemplo sobre upar de lvl em um jogo, em que você teria de mudar as armas do personagem pra vencer o desafio da vez, mas achei realmente desnecessário lol). Exemplo real e bem comum: você está no ensino médio, sua "obrigação" é única e exclusivamente ir à escola, fora isso você passa o dia todo sem ocupação alguma (lê-se coçando, jogando candy crush, fazendo tretinha em twitter e por ai vai). Por um motivo qualquer sua família passa por problemas financeiros e precisa da sua colaboração, claramente, sua postura precisa mudar, para que esteja apto a "atender as necessidades" que a vida lhe impõe, não há como consegui-lo de outra forma que não seja se reeducando e mudando sua postura.

"Mudar minha postura significa que sou uma pessoa diferente?" - Definitivamente não, só significa que você se adaptou a sua atual realidade.

"Quer dizer que as pessoas não mudam?" - Novamente, não. Acredito que assim como existe a adaptação que é referente ao seu estado, existe a mudança que que se refere a sua essência, que de acordo com o que acredito, é composto por seus valores, sejam eles morais, éticos, intelectuais, emocionais e por ai vai...

"Então, acredita que tudo é passível de mudança?" - Yep! Tanto o "Estar" como o "Ser" se modificam constantemente, a mudança faz parte do processo de crescimento, afinal, você não é o mesmo de quando tinha 8 anos, certo?

Aceitando a possibilidade de que as pessoas mudam, não digo que , por exemplo, seu grande amigo chegue um dia qualquer até você e diga "faça-me o favor de não me dirigir mais a palavra" (peguei leve) sem qualquer motivo aparente (convenhamos que nada garante que isso não aconteça hoje em dia lol), ou que um dia a cor favorita do Joãozinho seja azul e amanhã será vermelha (sendo bem aleatória mesmo), mas, refiro-me a um processo de mudança mais profundo e interior que nem sempre é demonstrado através de quaisquer atitudes ou palavras.

Muitas vezes, me sinto diferente da pessoa que eu era ontem, ou no dia antes dele, mutas vezes me assusta a ideia de mudar tanto a ponto de me perder, quando eu tomei conhecimento dos motivos pelos quais eu não queria me perder, foi quando descobri o que me fazia e faz mudar. Me recordo de um breve momento do fim minha infância em que me fizeram a famosa pergunta que não pode faltar: "O que você quer ser quando crescer?" eu disse "Médica" ? "Advogada" ? "Professora"? "Veterinária"? Não, me recordo de dizer "Eu quero ser alguém com quem as pessoas possam contar." Esse tem sido um dos meus desejos e objetivos pessoais desde então,  o Caráter a Dignidade e a Honra, são hoje as ferramentas que possibilitam a tentativa de realização do meu desejo, a forma como escolhi levar minha vida, são as bases pelas quais eu construo a casa que é a minha existência atual.

Ao longo do tempo, encontrei muitas pessoas, pessoas que me mudaram e pessoas que eu mudei também, pessoas que me deram apoio, pessoas que puxaram minha orelha, pessoas necessárias e mesmo aquelas que quase "passaram em branco", o "Eu" também é "Eles", também é "Você", o "Eu" não é nada menos que "Nós".


Por fim, não cheguei a grandes conclusões, porque apesar de acreditar que as pessoas mudem, vejo que por mais que houvessem tantas coisas e o tempo, eu sou a mesma pessoa, a mesma garota de 10 anos que queria ser forte, que queria resolver os problemas do mundo e acreditar nas pessoas, só ganhei umas doses de maturidade e de pé no chão. Por outro lado, me sinto feliz por notar que depois de tudo isso, ainda sou eu.... sempre de formas diferentes, sempre sendo "Eu".


Nenhum comentário:

Postar um comentário